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  • Atirar-se

    18

    Out
    18/10/2011 às 20h44

    Lobos internos
    Você já parou para pensar na coragem e na disposição das pessoas que deixaram um dia as suas terras para buscar vidas novas em outros países ou lugares? Pensem aí, por exemplo, nos imigrantes que para o Brasil vieram, falando línguas outras que não as suas línguas de origem, sem ao menos conseguir se comunicar com as pessoas do lugar, tendo que começar do nada, muitas vezes em terras inóspitas, cheias de bichos desconhecidos, e por aí afora!

    Ao longo da história da humanidade, inúmeros casos podem ser mencionados de pessoas ou grupos que não estavam satisfeitos com as condições de vida que tinham e partiram para outras realidades, construindo histórias alternativas e marcantes para as suas próprias memórias e para as memórias dos seus grupos.

    Costumava ser, inclusive, uma condição de rebeldia e de idealismo para os jovens buscar vivenciar novos horizontes, conhecer novas realidades e enriquecer a sua própria história. É o caso de estudantes que, em um determinado estágio das suas aprendizagens, sempre saíram em busca de vivenciar aspectos diferenciados de seus temas de interesse, procurando alcançar outras formas de conhecimento, outras experiências culturais, artísticas, técnicas, em comunidades as mais diversas.

    Mas tem sido raro encontrar pessoas que se deslocam, em busca de experiências mais orgânicas para o seu ser e para o seu aprimoramento e do seu grupo social. O que muito se vê é uma acomodação generalizada, uma aceitação de modelos e de condições que são, em verdade, degradantes, alienantes para o ser humano. Em nome de uma vidinha conhecida e supostamente mais segura e confortável, as pessoas ficam onde estão e se entregam aos discursos ideológicos sobre o que significa ter prazer ou sobre o que é importante alcançar.

    As pessoas, em verdade, têm preferido se esconder por trás de redes sociais, da internet e da televisão, buscam prazer em festas e em drogas as mais esdrúxulas e procuram “conforto” e “excitação” para as suas vidinhas conhecidas em itens de consumo cada vez mais sofisticados e exóticos. Tudo isso ao custo da perda de criatividade, de vivência das suas potencialidades e do partilhar de experiências de boa qualidade ambiental e social.

    Com as evidências e os estudos científicos a nos alertarem que o modelo socioeconômico e ambiental que estamos globalmente trilhando é predatório para o meio ambiente, para nós mesmos, seres humanos, e para todos os demais seres que compõem o cenário terreno, ainda assim continuamos a achá-lo bom e seguro. Ainda assim continuamos a usufruir de condições que, sabemos , vão se esgotar num futuro muito próximo, comprometendo a sobrevivência dos seres sobre o Planeta.

    Por que, então, não exercitarmos esse nosso lado inquiridor, aventureiro, transformador? Por que não sairmos em busca de novas alternativas, de novos horizontes, que nos tragam mais perspectivas e que nos ajudem a escrever a nossa história pessoal e grupal com melhor qualidade, empenho e efetividade?

    Convido você, assim, a buscar conhecer e entender melhor algumas das alternativas de viver menos impactantes ou de formas diferenciadas de vivenciar os grupos sociais, como aquelas contidas nas propostas de algumas ecovilas. No livro Um fazer diferente: vida em Ecovila, por mim escrito recentemente, muito discorro sobre essa forma alternativa de agir e de vivenciar experiências mais orgânicas e menos impactantes.

    Com certeza, ao buscar transformar algumas das velhas vertentes por que nos enveredamos, a nossa vida cria sentidos outros, mais pulsantes, mais participativos, mais perceptivos e engajados, tanto socialmente quanto ambientalmente, com resultados muito especiais, inclusive para a nossa experiência pessoal. Tente! Atire-se!

    Suzy Goldstein (www.viverdiferente.xpg.com.br)

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